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Breve Histórico

Sobre Mim!

Meu nome é Anna Silva.

Atualmente, desenvolvo minha pesquisa de pós-doutoramento no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores sob a orientação da Professora Doutora Maria do Céu Fraga.

Os temas centrais da minha investigação abordam a representação da Memória e da Identidade Cultural na literatura de expressão açoriana.

Sou formada em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Fiz mestrado e doutoramento em História da Filosofia Grega na mesma instituição com estágio de doutoramento pela Universidade de Coimbra.

Lecionei Filosofia do Direito, História da Filosofia Grega e Prática de Ensino durante onze anos no Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Montes Claros – Minas Gerais. Organizei e coordenei o Grupo de Estudos sobre Sofística e Tragédia Grega e fui a curadora do projeto Sophia Cineclube. Publiquei os livros: A epopeia da Retórica e a Voz do Palco na Obra de Antifonte de Atenas e Refuta-me ou devoro-te: A arte da contradição nas origens do direito e da retórica (Ed. Letras Lavadas, 2017 e 2018) e vários artigos sobre sofística e tragédia grega.

 

No Prelo: Livro – Ilhíada: Textos Insulares.

Sobre as Publicações Insulares!

Sobre Nemésio, conferir artigo publicado em Revista Internacional com arbitragem científica: SILVA, Anna. “O Bestiário de Nemésio ou como escrever uma Zoopoética açoriana”. Revista Scriptorium V.4, Nº2, 2018, p.186-203.

 

Sobre Raul Brandão, conferir: SILVA, Anna C. Do Mar da Grécia ao Mar dos Açores: imagens literárias do cromatismo marinho em Homero, Camões e Raul Brandão. Cadernos de Trabalhos do CEHu– UAc,  V1, Nº 1, p.09-27, Ponta Delgada, 2017.

 http://hdl.handle.net/10400.3/5032

Sobre o Pós-Doutoramento

No ano de 2016, ingressei no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores (CEHu/UAc) como investigadora colaboradora com o projeto intitulado: A Retórica do Luso-Tropicalismo e o Movimento Açorianista: diálogos entre o discurso da identidade lusófona e as políticas de transnacionalização da açorianidade. O objetivo principal da investigação, orientada pela Professora Doutora Maria do Céu Fraga, incidia no debate sobre os discursos e cenários conflituosos que englobam a constituição da identidade luso-tropicalista, postulada por Gilberto Freyre. No interior desse debate, investiguei o conceito de açorianidade proposto pelo movimento açorianista, nascido no sul do Brasil nas duas últimas décadas do século XX, tendo em vista a tese do luso-tropicalismo. Sendo assim, ao tratar diretamente da relação entre a argumentação retórica, a literatura e a antropologia, conferi um novo desdobramento aos estudos sobre a retórica sofística que desenvolvi durante as minhas pesquisas de iniciação científica, de mestrado e de doutoramento.

Em 2017, fui aprovada no concurso de bolsas de Pós-Doutoramento promovido pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia do Governo dos Açores com o projeto intitulado: Travessias da Memória Transatlântica. Este projeto, em fase de execução, será concluído em julho do corrente ano. Ele está estruturado na investigação concetual dos fenómenos culturais que expressam a “multilocalidade da cultura açoriana” tendo como foco a história e o viver da memória que atravessa o Atlântico a partir da experiência da emigração açoriana para o Brasil. O que me interessa ao investigar as travessias da memória e a transnacionalização da açorianidade é a possibilidade de ampliar o conceito do tempo não linear. Indo além dos dados historiográficos procurei, no âmbito da literatura açoriana, analisar textos cujos escritores se dedicaram em transformar os estímulos da realidade em obra de arte, sinalizando similaridades e pontos de contacto com a antiguidade clássica. Escolhi como corpus as obras de Raul Brandão, Vitorino Nemésio e Daniel de Sá, autores que representam a tão evocada “açorianidade” enquanto mundividência característica dos Açores.

Para além da pesquisa teórica, desenvolvo pesquisas de campo guiadas pelo meu interesse em registar depoimentos gravados em formato vídeo digital, confrontando pontos de vista sobre o complexo fenómeno da memória e da representação da identidade cultural açoriana ao articular a teoria filosófica da memória com a escritura das narrativas das histórias individuais e coletivas. Até o presente momento editei catorze vídeos estruturados a partir das teorias do audiovisual.

Outra vertente importante da minha pesquisa de campo é constituída pelos workshops itinerantes que, durante os anos de 2017, 2018 e 2019, apresentei em escolas, museus e bibliotecas das nove ilhas do arquipélago. Os workshops derivam de projetos que foram aprovados e financiados em concursos promovidos pelo Governo Regional e, enquanto prática cultural itinerante, fortalecem a tríade investigação-formação-cidadania ao estimular novas perceções em relação às singularidades do património histórico e cultural dos Açores.

Em 2019, apresentei a concurso o Projeto Mais Cultura que pretende promover o intercâmbio e a internacionalização da minha investigação de pós-doutoramento. O projeto foi aprovado e será financiado pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia.

Neste ano de 2020, irei investigar, no âmbito do referido projeto, as representações das culturas insulares no cinema em parceria com o grupo de investigação Cultura Urbana y Creación Audiovisual da Universidade de La Laguna. Haverá também uma vertente didática que consistirá na produção de narrativas audiovisuais, envolvendo alunos das escolas do arquipélago.